Na minha cabeça de torcedor eternamente otimista, eu tinha certeza de que os jogos contra Botafogo e Coritiba seriam difíceis, mas eram seis pontos certos, e serviriam para deixar o time na ponta dos cascos para enfrentar as duas finais reservadas para o Palmeiras no começo do segundo turno, contra o Inter e o São Paulo.
Como sabemos, não deu absolutamente nada certo: o time fez duas partidas horríveis, daquelas atuações que tirar o direito de reclamar da arbitragem, e somou apenas um pontinho, deixando os adversários chegarem perto e acabando com a popular "gordura".
Agora estamos no limite da liderança (que pode até ir para o Goiás hoje à noite), e nada mais sintomático para um time que joga o tempo todo no limite: tirando o jogo contra o Avaí, que foi um 3 a 0 no mole, o Palmeiras não fez uma partida tranquila em todo o campeonato, desde os tempos do profexô, passando pela interinidade do Cantinflas e pelo começo do Muricy e as vitórias por 1 a 0 sobre o Fluminense e o Sport, essa gol um gol contra bizarro.
Além disso, o Palweiras joga no limite das possibilidades de seu time titular, que já não é grandes coisas: os laterais são fraquíssimos, um dos zagueiros comete falhas contumazes (uma por jogo, contabiliza o Parmerista, e os atacantes são, em CNTP, sofríveis. Sem Pierre, Diego Souza ou Cleiton Xavier (atenção, eu disse "ou", e não "e"), a coisa se complica ainda mais.
Mesmo assim, eu e meu otimismo incorrigível continuamos acreditando que o título é possível - pelo menos até os dois próximos jogos, menos mal que a "hora da verdade" dos confrontos diretos desta vez veio antes, e não nas rodadas finais como no ano passado.
Do lado de cá, fora do campo, o que nos resta é torcer. É o que sabemos fazer, muito bem, e é o que continuaremos fazendo. Que dentro de campo correspondam a essa torcida, já estaremos agradecidos.
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Dois toques rápidos, assuntos a desenvolver nos próximos dias:
1. Arbitragem: Se há o que reclamar do pênalti, o Coxa poderia reclamar, por sua vez, das duas bolas na mão do Marcão, ambas bem marcáveis, especialmente se o juiz resolvesse cumprir a popular regra 18: na dúvida, pró-time da casa. A questão é que as arbitragens estão cada vez mais péssimas e eu não aguento mais passar segundas e quintas discutindo cagadas de juízes. Urge, pra ontem, que a arbitragem seja profissionalizada. Se jogadores, técnicos e profissionais da saúde são bem pagos e cobrados, que os juízes sejam bem pagos e cobrados, pelo bem do espetáculo que conduzem.
2. A camisa azul: eu achei feia, assim como já tinha achado feia a camisa amarela. A camisa do Palmeiras é verde, foi asim que eu aprendi a torcer, e é assim que eu pretendo ensinar ao Davi. E esse azul, por mais que falem em marketing e em sedução à Itália por conta da Copa de 2014, me parece muito mais um italianismo preocupante e perigoso, que, na pior das hipóteses, pode nos tornar uma nova Portuguesa daqui a 30 anos - ou menos. Eu não quero acabar igual ao Flávio Gomes, pelo menos nesse aspecto.
2 palpites:
A terceira camisa até que é bonita, mas acho que você foi o único que tocou num ponto que acho crucial: a exagerdada importância que a torcida costuma dar às raízes italianas do clube. Acho o maior barato lembrar as origens e tal, mas há pelo menos uns 50 anos que não somos mais clube de colônia, e esse comportamento da torcida às vezes me chateia e me preocupa. E agora o clube vem com essas conversas...
Em tempo: sobre a postagem anterior, quando estava morando em Mogi, eu presenciei bizarrices, como congestionamentos na Dutra às cinco da manhã. E isso em Arujá, ou seja, antes mesmo de Guarulhos.
Agora, graças a Deus, tô morando em Sampa, a cinco quadras do metrô!!
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